Risco de colapso de barragem na África do Sul força Moçambique a lançar alertas
As autoridades moçambicanas apelam à retirada imediata da população que vive nas zonas baixas dos distritos de Magude, Manhiça, Xinavane e Ilha Josina Machel, devido ao risco iminente de cheias.
Sete bacias hidrográficas em alerta
O rio Save encontra-se em estado de alerta, com os níveis das águas a aumentarem progressivamente. Ao todo, sete bacias hidrográficas nacionais continuam sob vigilância.
Embora as descargas de água estejam a abrandar em algumas barragens, o risco de cheias mantém-se elevado, sobretudo no distrito de Chókwè, onde o volume de água continua preocupante.
A bacia hidrográfica do Búzi permanece igualmente sob observação, devido aos níveis elevados das águas.
Barragem de Massingir e situação em Gaza
Relativamente à Barragem de Massingir, as autoridades explicaram à TV Miramar que as descargas estão a ser ajustadas conforme a situação hidrológica, com o objectivo de minimizar os impactos das cheias a jusante.
Na cidade de Xai-Xai, o pico das cheias já foi atingido, situação semelhante à registada em Curumana. Apesar de sinais de estabilização, a vigilância mantém-se activa.
Risco vindo da África do Sul
A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) alertou para o risco de colapso da Barragem de Senteeko, localizada sobre o rio Crocodilo, em Barberton, município de Mbombela, na África do Sul.
A infra-estrutura apresenta sinais de erosão após as chuvas intensas. O rio Crocodilo é um dos principais afluentes do rio Incomáti, o que poderá agravar significativamente a situação hidrológica em Moçambique.
As autoridades reforçam o apelo para que a população abandone imediatamente as zonas de risco e evite atravessar rios.
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