Número recorde de trabalhadores humanitários mortos em 2024, diz ONU
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Segundo um relatório da ONU, 383 trabalhadores humanitários foram mortos em 2024 — o número mais alto desde o início dos registros em 1997. Quase metade desse total ocorreu na Faixa de Gaza, cenário de um dos conflitos mais intensos do ano.
O que levou a esse número tão alto?
A guerra entre Israel e Hamas, intensificada desde outubro de 2023, tornou Gaza o maior foco de perigo para quem trabalha em missões de socorro.
Países como Sudão, Líbano, Etiópia, Síria e Ucrânia também registraram mortes entre profissionais humanitários — 60 no Sudão, 20 no Líbano, 14 na Etiópia, 14 na Síria e 13 na Ucrânia.
Os números em contexto
Em 2023, foram registradas 293 mortes nesse grupo. Em apenas um ano, houve um salto de quase 30%.
Além disso, foram contados 599 ataques graves contra trabalhadores humanitários em 2024 — resultando em 308 feridos, 125 sequestrados e 45 detidos.
Por que isso importa?
Esses números expõem a crescente fragilidade da proteção humanitária em zonas de conflito. O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, condenou a “inércia internacional” diante desse cenário e fez um apelo urgente por responsabilidade e proteção.
Como ficou 2025?
Até agosto de 2025, já foram registradas 265 mortes entre trabalhadores humanitários — incluindo 173 só em Gaza.
Dentre os casos mais impactantes, houve um incidente em Rafah, onde 15 trabalhadores foram mortos por forças israelenses — um episódio que chocou autoridades e ativistas.
Resumo: Com 383 mortes registradas, 2024 foi o ano mais letal para trabalhadores humanitários da história. Mesmo em 2025, o número continua crescendo — e exige ações concretas globalmente.
O cenário realista à frente
Organizações humanitárias e representantes da ONU apontam que, enquanto conflitos como o de Gaza não tiverem resolução ou mecanismos de proteção reforçados, esse ciclo de violência terá continuidade.
O Conselho de Segurança da ONU já discutiu a necessidade de ação e responsabilização, mas ativistas alertam que falta vontade política para transformar discursos em políticas eficazes.
Nota editorial: texto baseado em reportagens da Reuters e cobertura da ONU sobre estatísticas e violência contra trabalhadores humanitários.
